• Rodrigo Oliveira

NOTA OFICIAL DA VASCOMUNISTAS: HAVAN & O VASCO, PONTO A PONTO

- Como é sabido por boa parte dos vascaínos e do nosso núcleo de seguidores e adeptos, a história do Vasco da Gama esbarra na luta: o clube lutou pela inclusão social dos negros, a torcida participou ativamente na construção de São Januário, estádio que inclusive foi palco do discurso de Getúlio Vargas anunciando a criação do salário-mínimo, em 1940, dentre outros acontecimentos históricos em defesa dos direitos da classe trabalhadora.

- Quem se auto intitula ter ligações e raízes históricas com a classe trabalhadora brasileira, não pode se omitir. Muitos clubes de futebol não se enxergam como expoentes de uma cultura de massa e isso não é novidade. Foram tomados pela lógica mercadológica e neoliberal de mundo, como tudo no capitalismo. O futebol reflete essa lógica e apesar de tudo, não podemos fechar os olhos para a nossa realidade material.

- O Vasco da Gama estacionou em dívidas e diversas problemáticas no âmbito político. A realidade não aponta para um clube saudável no que tange a atração de investidores ou patrocínios. O quadro deu uma leve modificada justamente em virtude da mobilização por parte de nossa torcida.

- Diante dessa enorme mobilização para adesão do programa de sócio torcedores, obviamente o engajamento até mesmo com a grande mídia se expandiu. O Vasco necessita de um ambiente pacificado. Tendo em vista esse apontamento, não seria possível trazer um patrocinador que unificasse as opiniões, em vez de fragmentar cada vez mais o que está em processo de reconstrução?

- Hang não decidiu investir no Vasco, pois, achou a Cruz de Malta maravilhosa, não mesmo! Há inúmeros interesses e possibilidades caso o acordo se dê por concretizado e inclusive, o Vasco enquanto instituição sempre caminhou em direção antagônica ao que Luciano defende.

- A Havan boicotou a Globo para defender Bolsonaro depois que o presidente foi citado nominalmente no envolvimento com milicianos que participaram do assassinato da vereadora.

- Luciano Hang ameaçou seus funcionários de demissão caso não aderissem à intensa campanha promovida por sua empresa para eleger Bolsonaro.

- Uma figura de extrema-direita que defende chefes de milícias, cospe na memória de Marielle e assedia moralmente os assalariados em sua empresa não pode nem pensar em associar seu nome ao Vasco.

- Se essa parceria vier a se consolidar, minimamente o Conselho Deliberativo e dos demais dispositivos reguladores, devem ter seriedade e cautela na criação de mecanismos e reafirmação de alguns princípios fundantes da instituição Vasco da Gama para que o pior não ocorra e tenhamos os interesses de um fascista confundido com o Vasco.

- O Vasco JAMAIS pode perder sua essência popular e pavimentar caminho para adentrar por completo o elitismo que permeia o futebol - ainda que em termos de modernização, muito deve ser discutido.

- Não é com alegria ou expectativas que nos posicionamos dessa maneira, no entanto, travestir a nossa realidade é por si anti-materialista e caminha em direção antagônica a todos nossos posicionamentos.

- Por fim, reafirmamos: Hang não representa sequer a classe trabalhadora do país e muito menos vai de encontro as tradições vascaínas sacramentadas em posturas exemplares para um Clube de Futebol. Enquanto instituição, o Club de Regatas Vasco da Gama não deve servir como palanque/satélite para figuras oportunistas e desagradáveis, não é possível agregar com aqueles que historicamente são declaradamente fascistas. O Vasco é gigante, não é cabível essa mancha em nossa história.

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