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Não "LEVEN" a sério.

Na política, sempre existem personalidades que fazem das suas promessas a principal arma para atingir seus objetivos. Muitas vezes, essas promessas não são palpáveis ou tangíveis, não podiam ser verificadas e, então, se cai no etéreo da análise política se o conceito oferecido como objetivo foi alcançado. Entretanto, para os "patos novos" da política, as promessas tem que ter corpo e isso pode ganhar ares de estelionato. Uns prometem mais, outros menos. Uns são mais pragmáticos. Outros, sonhadores. Mas a arma da promessa, do comprometimento em torno de algum objetivo comum a ser capitaneado pela liderança política é recorrente.



Neste momento, no Vasco da Gama, estamos diante de uma situação que não é nova, mas infelizmente que debocha da capacidade de raciocínio do torcedor cruzmaltino. Antes tivemos a "fila de investidores", depois "a carta de crédito" e agora as promessas são mais mirabolantes ainda. Infelizmente, alguns de nós não conseguiram aguçar o senso crítico com o aprendizado das experiências de falsas promessas do passado.



O candidato à Presidência do nosso clube, Leven Siano, tem feito promessas estapafúrdias para uma possível gestão sua a frente do Vasco: contratações para elenco e comissão técnica sem qualquer fundo de realidade, ampliar a capacidade de São Januário para 55 mil torcedores sem qualquer estudo de viabilidade, acabar com a guerra política no Vasco - como se isso dependesse de apenas uma pessoa, posto que está no DNA do nosso clube há mais de 100 anos - e sanar a dívida estratosférica que acumulamos em mais de 100 anos num único mandato.


Não desconfiamos que tudo isto possa ser feito, mas estamos certos que essas ações não passam por qualquer salvacionismo ou replicação de fórmulas prontas de outros clubes ou experiências institucionais. Mais ainda, não é possível que tudo isto seja feito no tempo e da forma propostas por Leven Siano.


O Vasco é um clube peculiar. O nosso clube guarda grande democracia interna. Os demais poderes, além da diretoria administrativa, guardam a autonomia de suas prerrogativas, a política é mobilizada, os torcedores e sócios são muito atuantes e conscientes - aliás, de forma muito acima da média no cenário nacional.


Gostaríamos que o candidato em questão, assim como os outros, se pusessem à disposição do clube para prestar seus serviços, intermediar negociações, fornecer o que for necessário, etc. de preferência para já, de forma factível e sem pensar no calendário eleitoral. Como tem sido proposto, é muito difícil acreditar que alguém - com parcas e péssimas referências de relação com a instituição - possa executar tamanhas façanhas no tempo prometido. Cheira mal, à estelionato eleitoral.


Por: André Victor Mendes.

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