• André Victor Mendes

8 de Maio, Dia da Vitória do Exército Vermelho na Europa.


8 de Maio em Berlim, dia oficial da Vitória contra o Nazifascismo e a capitulação incondicional, assinada pelos:


Marechal de campo Keitel, Coronel-general da Luftwaffe Stumpf e do Almirante da Frota Friedeburg.


O fascismo ganhou corpo entre as crises econômicas do próprio capitalismo no continente europeu. Diversas figuras políticas também são responsáveis assim como Hitler desse imenso conflito ter ocorrido. Churchill, Roosevelt, foram alguns dos cúmplices da ascensão do nazifascismo de Hitler e Mussolini na Alemanha e Itália respectivamente.


O anticomunismo em comum foi extremamente útil aos capitalistas ocidentais por muito tempo. A Segunda Guerra Mundial foi um conflito que fora conduzido para a destruição da União Soviética. Não contavam com a força do povo e a organização do Partido Comunista da URSS, além do potencial extraordinário do lendário Exército Vermelho. Uma união com muita disciplina e dedicação para derrotar o inimigo e proteger a nação das mãos do obscurantismo Nazifascista.


A União Soviética lutou praticamente sozinha, derrotando aproximadamente 2/3 do Exército Nazista. Os aliados no desembarque na França, não produziram baixas realmente significativas a ponto de aliviar a URSS.


Sobre a preparação e potencial do Exército Vermelho, deixamos o Ministro da Propaganda Nazista, Goeebels e seus diários falarem por nós:


23 de junho - "Sem dúvida o mais poderoso [exército] que a história jamais conheceu [...] estamos diante de uma marcha triunfal sem precedentes [...] considero a força militar dos russos muito baixa, ainda mais baixa do que o Führer a considera"

2 de julho - "Em geral, se combate muito dura e obstinadamente. Não se pode de modo algum falar em passeio. O regime vermelho mobilizou o povo"

24 de julho - "Não podemos nutrir nenhuma dúvida sobre o fato que o regime bolchevique, que existe há quase um quarto de século, deixou profundos traços nos povos da União Soviética [...]. Seria, portanto, justo pôr em evidência com grande clareza, diante do povo alemão, a dureza da luta que se trava no leste. É preciso dizer à nação que esta operação é muito difícil, mas que podemos superá-la e que a superaremos".

1 de agosto - "No quartel general do Führer [...] abertamente se admite também que se errou um pouco na avaliação da força militar soviética. Os bolcheviques revelam uma resistência maior do que a que supúnhamos; sobretudo os meios materiais à sua disposição são maiores do que pensávamos"

19 de agosto - "O Führer está interiormente muito irritado consigo mesmo pelo fato de te-se deixado enganar a tal ponto sobre o potencial dos bolcheviques pelos relatórios [dos agentes alemães enviados] vindos da União Soviética. Sobretudo a sua subestimação dos carros de combate e da aviação do inimigo criou-nos muitos problemas. Ele sofreu muito por isso. Trata-se de uma crise grave [...]. Posta em comparação, as campanhas conduzidas até agora eram como que passeios [...]. No que diz respeito ao oeste, o Führer não tem nenhum motivo de preocupação [...]. Com o rigor e com a objetividade nossos de alemães, sempre supervalorizamos o inimigo, com exceção neste caso dos bolcheviques".

16 de setembro - "Calculamos o potencial dos bolcheviques de modo totalmente errado".

Citações retiradas do livro "Stálin - uma história crítica de uma lenda negra" de Domenico Losurdo (Editora Revan, 2010).


Outras fontes: Aço Vermelho- Os segredos da Vitória soviética na Segunda Guerra Mundial. PLATENIK PITILLO, João Cláudio.

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