• André Victor Mendes

70 ANOS DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA.

Após um difícil processo revolucionário, Em 1° de Outubro de 1949, Mao Tsé Tung proclamava o início de uma nova China.


A estatização dos meios de produção e setores estratégicos da economia iniciaram um período de avanços socioeconômicos no país.


Era o início da construção do Socialismo.


A Revolução Cultural e as reformas educacionais propiciaram o aumento do nível ideológico e crítico das massas, fortalecendo o Socialismo e combatendo os desvios reacionários e liberais.


Com as Reformas de Deng Xiaoping em 1978, a criação de uma NEP prolongada e de Zonas Econômicas Especiais, o Desenvolvimento das forças produtivas impulsionou a economia chinesa, propiciando crescimento econômico, melhorias na infraestrutura, Ciência e Defesa.


Como disse Elias Jabbour, lembremos que:


"O caráter Socialista de uma formação social complexa não reside no tamanho e na extensão da propriedade privada e sim no que é dominante:

Caráter de classe de poder político controle dos meios estratégicos da economia e a detenção dos instrumentos estratégicos de poder e acumulação (câmbio, crédito, juros e sistema financeiro), além do monopólio sobre o comércio exterior."


Mesmo com o ressurgimento de uma burguesia e da iniciativa privada, não há equívocos no processo, como diria Deng Xiaoping:


"Não há contradição fundamental entre Socialismo e uma economia de mercado. O problema é como desenvolver as forças produtivas de modo mais eficaz."


Assim, no caso da burguesia, taticamente em favor dos interesses socialistas, há uma diferença abissal entre expropriação do poder econômico e expropriação do poder politico.

Domenico Losurdo, explica o raciocínio de uma outra maneira, também elucidativa:


"Somente o poder político deve ser expropriado até o fim, diferente do poder econômico, este deve ser feito por limites bem definidos, para não atrapalhar/dificultar o desenvolvimento das forças produtivas."

Ou seja, Enquanto o capital econômico servir para o desenvolvimento nacional e consequentemente do Socialismo, ele é muito útil.


Para não cairmos no dogmatismo envelopado de ortodoxia, é necessário compreendermos o problema Nacional chinês, a sua formação social para compreendermos o papel da iniciativa privada no país.


A China hoje se encontra com uma população de aproximadamente 1,4 bilhões de habitantes. O governo precisa gerar anualmente 13 milhões de empregos por ano, daí a necessidade de explorar setores de acumulação em troca da geração de empregos. O privado é ancilar ao estatal, e diferente da anarquia produtiva do capitalismo, serve ao Socialismo nesse quesito pois é controlado e fiscalizado afinco pelo Partido Comunista Chinês, assim, desenvolvendo o país.


Também na iniciativa privada, o crescimento salarial da classe trabalhadora chinesa são de 12% em média. Justamente porque com a forte consciência de classe dos habitantes da China, a luta por ganhos e melhorias trabalhistas cresce cada vez mais. Os trabalhadores são espécies de militantes, organizados, promovem greves com constância e que lutam por seus direitos.


Além disso, a Planificação Econômica é a uma das chaves para o sucesso Chinês. Essa é uma das principais características de qualquer país Socialista, e a China não foge disso.

São através desses planos que a China se tornou referência em energia limpa, ciência, tecnologia, cooperação entre nações (especialmente africanas) e em Defesa.


Entender o Socialismo do Tipo Chinês requer estudo do Materialismo histórico e dialético e da sua formação social, ou seja, da Questão Nacional chinesa. Os dogmáticos que dizem que a China é capitalista são decoradores (detalhe, péssimos) de livros. O marxismo leninismo deles é tão limitado que não atravessa a próxima esquina.


Viva Mao Tsé Tung, Deng Xiaoping e Xi Jiping.


Viva a Revolução de 1949 e o Socialismo com características chinesas!


"Reformemos o nosso estudo." - Mao Tsé Tung.


"Não importa a cor do gato. O importante é caçar o rato." - Deng Xiaoping.


"Creio que, para um verdadeiro comunista, Stálin não mereça admiração menor do que Lênin. E, numa porcentagem de decisões corretas, não penso em nenhum outro líder que se compare a ele." - Xi Jinping.

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